Sabemos que a rotina de um “concurseiro” não é nada fácil. Muitas vezes, ele acaba tendo que conciliar faculdade, trabalho, família, vida social e até outras atividades, sobrando pouco tempo para o estudo. Então, se esse é o seu caso, é bom que você faça cada minuto de estudo render o máximo!

Felizmente, o tempo não é o único critério que existe por trás de um estudo de qualidade. Tudo depende da produtividade e da capacidade de memorização de cada um.

Inclusive, certos maus hábitos na hora do estudo podem fazer com que todo o esforço sejam como um barco que navega contra a correnteza, quase sem sair do lugar. Assim, mais do que dedicar determinada quantidade de tempo para o estudo, o concurseiro deve se preocupar com a qualidade desse estudo.

Por isso, dedicamos o artigo de hoje a elencar todos os hábitos que, apesar de muito comuns, são nocivos para a memorização do conteúdo e a produtividade nos estudos. Então, continue lendo para ver como se livrar deles e passar a navegar a favor da correnteza!

Estresse

Especialistas afirmam que o estresse crônico aumenta significativamente a chance do desenvolvimento de depressão e ansiedade. E todas essas três condições são grandes inimigas do concurseiro, pois aumentam a quantidade de cortisol no cérebro, prejudicando a área responsável pela memória.

Mas o que leva um concurseiro a ter estresse crônico? Bem, na maioria das vezes, é aquela a equivocada ideia de que o tempo dedicado ao lazer é um desperdício.

Em algum momento do dia ou da semana, precisamos tirar um pouco a cabeça dos livros. Isso pode até desacelerar os estudos no curto prazo, mas, certamente, vai contribuir para uma maior produtividade nos estudos, a médio e no longo prazo.

Não tirar as dúvidas

Todo estudante deve tratar suas dúvidas como uma prioridade absoluta. Aliás, o aparecimento da dúvida deve ser motivo para festejar, e não para desanimar, pois significa que o candidato está um passo mais próximo de compreender a matéria.

Quanto a isso, uma boa dica é ter sempre ao alcance um caderninho ou bloquinho, em que todas as dúvidas são anotadas. Assim, na primeira oportunidade que tiver, o aluno deve procurar sanar todas elas, seja com o professor do cursinho, com o monitor ou por conta própria, consultando livros ou apostilas.

Noites mal dormidas

Muitos candidatos acabam trocando o sono de qualidade por algumas horas de estudo durante a madrugada. Se esse tipo de postura costumava dar certo na escola ou até na faculdade, é bom saber que, no âmbito do concurso, é uma péssima estratégia.

Isso porque o planejamento para a aprovação em concurso é um projeto para médio ou longo prazo. O objetivo do candidato não é tirar uma nota X para ficar dentro da média ou ser aprovado na disciplina. Logo, esses planejamentos de curto prazo não são eficazes.

Além disso, o momento em que estamos dormindo é essencial, porque é durante o sono que nosso cérebro cataloga, sistematiza e armazena as novas informações que recebemos ao longo do dia.

Nesse sentido, uma noite mal dormida provavelmente fará com que o seu corpo não consiga descansar o suficiente, o que prejudicará todo o estudo do dia seguinte, ou até a realização da prova.

Não treinar antes das provas

Todo concurseiro está cansado de saber que é importantíssimo fazer exercícios para fixar a matéria. No entanto, fazer exercícios e treinar para a prova são duas coisas muito diferentes.

Treinar significa simular as condições que o candidato vai encontrar no dia da prova. Por isso, nada de resolver questões ouvindo música, ou pausar a atividade no meio e retomar mais tarde, por exemplo.

O ideal é resolver provas anteriores, marcando o tempo, ou agrupar questões das mesmas matérias e nas mesmas quantidades previstas no edital.

Sedentarismo

De fato, praticar exercícios físicos é um ingrediente fundamental para termos uma vida saudável. Afinal, se o corpo não está são, a mente também não estará! A prática de exercícios físicos estimula o corpo a produzir substâncias que protegem os neurônios, além de fazer com que o seu cérebro fique mais ativo.

Bem, é claro que o candidato não precisa se tornar um atleta — não é isso que estamos dizendo. Ainda assim, atividades físicas moderadas, como caminhadas, corridas, natação, trilhas ou ciclismo, duas ou três vezes por semana, ajudam bastante.

Além disso, o concurseiro também pode associar o exercício físico ao lazer, matando dois coelhos com uma cajadada só! É o caso da famosa “pelada”, ou de uma aula de dança entre os amigos.

Má alimentação

Comer bem é outra dica muito importante para os concurseiros, já que eles têm a tendência de comer mais besteiras do que o comum, tendo em vista a facilidade e o curto tempo de preparo dos congelados ou fastfood.

No entanto, o excesso de gorduras e açúcares no organismo pode causar a inflamação do hipocampo, setor responsável pela memória verbal e especial.

Além disso, nosso cérebro precisa de nutrientes essenciais para que possa funcionar corretamente e deixar de ingerir esses micronutrientes pode ser um tiro no pé para o candidato. É o caso, por exemplo, com a vitamina B1, encontrada no feijão, nas ervilhas, nos peixes e nos aspargos.

Desvio de foco

Na chamada “era da informação”, tudo é feito para atrair e reter nossa atenção. Por isso, computadores, smartphones e televisores ficam o dia inteiro piscando, como se fossem uma árvore-de-natal! Uma concorrência desleal com os livros, não é mesmo?

Mas o candidato deve ter força de vontade, e se esforçar em se isolar do mundo durante o período em que está estudando.

Isso significa estudar em um local silencioso, com o celular desligado e as redes sociais fechadas, e desativar o máximo possível de notificações desses gadgets. No começo, pode até ser difícil, mas depois, você acostuma.

Procrastinação

Sem dúvida, a procrastinação é o grande mal do século. “Porque fazer agora se posso fazer depois”, não é? Parece que essa virou a regra de ouro de nossa sociedade. Para o concurseiro, no entanto, essa postura pode ser muito prejudicial.

Proatividade é uma qualidade importante — e não apenas nos estudos, mas também em outros aspectos da vida.

Estudar pensando no trabalho que precisa ser realizado, na conta que precisa ser paga, na pia que precisa ser desentupida ou no pedido de desculpas que precisa ser feito pode atrapalhar — e muito — a sua produtividade nos estudos. A dica, portanto, é resolver o máximo dessas questões possível, antes de sentar para estudar.

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